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Subversiva

Friday, November 12, 2004

...Eureka!

Percebi há pouco que não falo muito do que sei ou julgo saber. Talvez seja um defeito, talvez não. Eu falo mesmo sobre o que não sei, sobre o que de fato não compreendo, sobre o que gostaria de saber.
Às vezes chego a pensar que falo demais, escrevo demais, por saber menos do que gostaria. Uma busca constante, ansiosa, por um não-sei-o-que que ameaça surgir em meio a minhas linhas tortas, a qualquer instante, fazendo o coração acelerar numa eufórica agonia... Eureka!
Alí na minha frente, num momento único, o meu não-sei-o-que tão procurado, sorrindo para mim! E nesse momento seria eu um hiato verbal mais-que-perfeito. Inteiramente feliz por não ter mais nada a dizer, por não existir além nenhuma frase que fechasse meus capítulos encadernados com chave de ouro.
A menina teria crescido, seu olhar e seus pensamentos não seriam mais os mesmos, mas ela estaria, finalmente, tranquila.

"Só sei que nada sei"
(Sócrates)